sábado, 13 de agosto de 2011

A População Indígena no Brasil

Não se sabe com exatidão o número de indígenas que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores (1500), porém, estima-se que houvesse entre 4 e 5 milhões de índios em terras brasileiras. Esse número foi drasticamente reduzido em consequência dos massacres realizados pelos colonizadores e, posteriormente, os conflitos com fazendeiros e garimpeiros que invadiram terras indígenas. Conforme dados da Fundação Nacional do Índio (Funai) existem, atualmente, 460 mil índios residindo em aldeias no Brasil, correspondendo a 0,25% da população brasileira. São mais de 107 milhões de hectares (12% do território brasileiro) divididos em 656 diferentes áreas indígenas. No entanto, a população indígena no Brasil é maior, pois esses números não incluem os índios que residem em locais fora de aldeias, estima-se que esses somam cerca de 100 mil.

Atualmente, são mais de 225 etnias ou sociedades indígenas no Brasil, com 180 línguas e dialetos distintos. Esses grupos estão espalhados em praticamente todo o território nacional, sendo a região Norte a que possui o maior número de índios, em especial o estado do Amazonas – 17% do total. Algumas tribos (aproximadamente 55) são isoladas, não havendo muitas informações sobre elas.

A Fundação Nacional do Índio, órgão responsável pela proteção e realização de pesquisas sobre essa população, divulgou as tribos com o maior número de integrantes, são elas:

Ticuna: 35.000
Guarani: 30.000
Caingangue: 25.000
Macuxi: 20.000
Terrena: 16.000
Guajajara: 14.000
Xavante: 12.000
Ianomâmi: 12.000
Paxató: 9.700
Potiguara: 7.700

Portanto, as tribos indígenas mais populosas do Brasil são a ticuna e a guarani, as únicas que possuem 30 mil integrantes ou mais. Por todo o contexto histórico de massacres à população nativa do Brasil, se torna essencial a realização de políticas públicas direcionadas à proteção do índio, evitando invasões às suas terras por parte de fazendeiros, garimpeiros, madeireiros, posseiros, entre outros que pretendem realizar a exploração econômica no local. Outro fator é a construção de hidrelétricas, que, em alguns casos, necessita que a população indígena seja retirada de seu terreno para o alagamento do mesmo.

Deve haver respeito e o fim do preconceito contra as comunidades indígenas, preservando suas tradições culturais e religiosas, não havendo mais interferência nos seus costumes. Que o índio seja lembrado todos os dias, e não somente no dia 19 de abril (dia nacional do índio).
Por wagner de cerqueira e francisco
FONTE:
http://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/a-populacao-indigena-no-brasil.htm
A Região Sul do Brasil é composta pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Sua extensão territorial é de 576.409,6 quilômetros quadrados, considerada como a menor Região brasileira. No entanto, é a terceira macrorregião mais populosa do país, segundo contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), totalizando 27.386.891 habitantes. Sua densidade demográfica é de aproximadamente 47,5 habitantes por quilômetro quadrado.

A distribuição populacional na região Sul ocorre da seguinte forma:

Rio Grande do Sul – 10.693.929 habitantes.
Santa Catarina – 6.248.436 habitantes.
Paraná – 10.444.526 habitantes.

Os índios foram os primeiros habitantes do território que atualmente corresponde à região Sul. Posteriormente, chegaram os espanhóis e portugueses com as missões jesuíticas, além dos negros para o trabalho escravo. Entretanto, os fluxos migratórios para o Sul se intensificaram no fim do século XIX, através de doação de terrenos para a ocupação e desenvolvimento econômico da Região.

Os imigrantes europeus contribuíram para o desenvolvimento da economia, baseada na pequena e média propriedade rural de policultura (cultivo de vários produtos agrícolas). O Rio Grande do Sul recebeu imigrantes italianos, eslavos e alemães. Em Santa Catarina, açorianos colonizaram o litoral; alemães, a região norte; e italianos, o planalto e a porção oeste. No Paraná, houve fluxos migratórios de italianos, alemães e japoneses; mais recentemente, paraguaios na fronteira oeste.

No contexto nacional, os paulistas e mato-grossenses migraram em grande número para os estados sulistas, principalmente para as lavouras do norte do Paraná.

Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná são reconhecidos pela qualidade de vida que proporcionam para seus habitantes. A região apresenta os melhores indicadores de mortalidade infantil, educação e saúde do país, além de deter a segunda melhor renda per capita, inferior apenas ao Sudeste. Os estados do Sul estão entre os seis melhores na média do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Santa Catariana 0,840 (2° posição no ranking nacional), Rio Grande do Sul 0,830 (5° posição) e Paraná 0,820 (6° posição).

Porém, a intensificação do processo de mecanização das atividades agrícolas proporcionou o êxodo rural em larga escala, contribuindo para o crescimento desordenado de alguns centros urbanos, além de intensificar as desigualdades sociais.
Por wagner de cerqueira e francisco

REVISTA:
http://revistaindio.files.wordpress.com/2011/05/revista-indio_final1.pdf



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